Caoa Chery Tiggo 7: SUV chinês chega com porte de Compass e preço de HR-V

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Faróis contam com acendimento automático de sérieDivulgação

Carros chineses ainda não estão no mesmo patamar de qualidade geral dos produtos de marcas consagradas. Mas, a julgar pelo que vi do Tiggo 7, SUV que a Caoa Chery começa a vender ainda em fevereiro, o jogo pode estar prestes a mudar.

Com 4,51 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,67 m de altura e 2,67 m de entre-eixos , o Tiggo 7 tem porte de Compass (respectivamente, 4,42 m, 1,82 m, 1,64 m e 2,64 m).

Lanternas bipartidas lembram às usadas no SportageDivulgação

O conteúdo também é de gente grande, com chave presencial, saída de ar-condicionado para a traseira, multimídia, computador de bordo, piloto automático, sensor de chuva, volante multifuncional, DRL de led, controles de estabilidade e tração e indicador de pressão e temperatura dos pneus de série desde a versão T, de entrada.

Interior é bem acabado e tem materiais emborrachadosDivulgação

A TXS, mais completa, tem ainda ar-condicionado dual zone, câmera 360 graus (similar ao sistema do Nissan Kicks), teto solar panorâmico elétrico, bancos de couro com aquecimento, banco do motorista com ajuste elétrico, airbags laterais e do tipo cortina e uma série de outros detalhes menores de conveniência.

Modelo tem 2,67 m de entre-eixosDivulgação

Conhecido o conteúdo, é hora de falar sobre valor de tabela. Quando foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de São Paulo, em 2018, o Tiggo 7 foi alvo de especulações sobre seu preço.

Motor 1.5 turbo é o mesmo usado no Tiggo 5x e ArrizoDivulgação

Muito se falou que a versão de entrada ficaria abaixo dos R$ 100.000 e que a versão top de linha não passaria dos R$ 110.000. Infelizmente, ambos os prognósticos estavam errados e o Tiggo 7 estreia custando R$ 106.990 e (versão T) e R$ 116.990 (TXS).

Teto-solar elétrico está entre os itens do único pacote opcionalDivulgação

Não são preços desanimadores, mas esfriam o ânimo de quem ficou de olho no SUV por conta das primeiras estimativas. Para efeito de comparação, um Renegade Limited (muito menor que o Tiggo, mas produzido por uma marca consagrada como a Jeep) custa de R$ 105.990 a R$ 115.860. Já o Honda HR-V chega aos R$ 108.500, valor que deve subir quando chegar a nova versão Touring.

O quadro de instrumentos é parcialmente digital e customizávelDivulgação

Diferentemente da primeira onda de chineses, em que o pacote de equipamentos era bom, mas os materiais e a construção eram sofríveis, o Tiggo 7 apresenta acabamento e montagem quase no mesmo nível dos coreanos Hyundai e Kia.

Opcionalmente os bancos dianteiros podem ter aquecimento e ajuste elétrico para o motoristaDivulgação

Produzido em Anápolis (GO), o Tiggo 7 tem painel com superfície emborrachada de toque agradável e brilho reduzido. Já as portas exibem plásticos de acabamento rentes às partes metálicas, sem folgas, o que evita ruídos, além de guarnições duplas de borracha – no contorno da própria porta e no esquadro da carroceria.

O nível de isolamento de ruído é bom, exceto por uma invasão proveniente da rolagem dos pneus de uso misto, na traseira.

Esqueça aquela iluminação de painel e console dos chineses que fazia lembrar os modelos básicos brasileiros da década de 90: no Tiggo 7, a luz aplicada é até mais agradável do que, por exemplo, o azul exagerado de alguns Hyundai.

Até a pintura da carroceria mostra sinais de evolução, sem acúmulo nas extremidades de chapa nem na parte baixa da carroceria.

O motor do Tiggo 7 é um 1.5 quatro-cilindros em linha, turbo, flex, com 16 válvulas e cabeçote de alumínio capaz de gerar 150/147 cv (o motor do Chevrolet Tracker, 1.4 turbo, tem 153/150 cv).

O câmbio, fornecido pela Getrag, é baseado num sistema com seis marchas com transmissão de força apenas para o eixo dianteiro e acoplamento por dupla embreagem de caixa seca. Em nosso test-drive, motor e câmbio trabalharam bem, com mudanças rápidas, mas suaves e silenciosas.

Só os mais exigentes sentirão, em algumas situações, o efeito do turbo lag: uma certa dificuldade do motor para vencer as faixas mais baixas de rotação.

Faz falta também um par de borboletas no volante, para a troca manual das marchas, possível apenas por meio da alavanca.

Sobre a segurança, a Caoa Cherry divulga orgulhosa a obtenção da pontuação máxima no C NCap – órgão similar ao nosso Latin NCap –, com cinco estrelas.

Outro ponto abordado pelos executivos da marca durante o evento de apresentação foi o investimento em pós-venda. “O Tiggo 7 terá uma cesta de peças e de revisões com preços abaixo dos da concorrência.

Quanto ao seguro, também teremos um esquema especial que garantirá um preço alinhado ao dos concorrentes nos primeiros anos”, disse Márcio Alfonso, CEO da Caoa Chery.

Infelizmente, a marca ficou de passar os valores exatos, mas até a conclusão dessa reportagem, não obtivemos o retorno prometido.



Fonte: Revista 4 Rodas

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